Caçadores Alados: História, Parte IV

ago 28, 2010 at 19:17 in Colunas by Henrique Santos

Caçadores Alados - Coluna no BEJRPG

E aí, galera!

Christos na Terra

A manobra do Conselho de Júpiter visava a criação de um ponto que convergisse as atenções de todos os seres humanos dos territórios tomados por Roma, principalmente das categorias excluídas da sociedade (mulheres, crianças e escravos), que forneciam juntas muito mais energia de fé que os homens adultos (em sua maioria, pertencentes ao Mitraísmo dominante nas falanges romanas).

A traição de Judas Iscariotis, um Captare manifestado como Apóstolo junto aos outros Anjos-Apóstolos, deu toda uma nova dinâmica à Lista dos Adversários e à criação de novos Captares, por ser a primeira vez que um Captare (Caído então) havia entrado para a lista e como Nêmese, com uma das cabeças mais valiosas à Cidade de Prata. A partir de então, espíritos de potenciais guerreiros angelicais passaram a ser encaminhados com prioridade aos Protetores (principalmente Arcanjos e Dominações), com mais almas femininas passando aos Captares.

Com a conversão de Constantino ao Cristianismo, os Captares, Elim e Ophanim obtiveram a permissão celestial de caçarem todos os pagãos e divindades paradisianas ou arkanitas. Esta atuação massiva dos Caçadores Alados da capital romana em direção às extremidades forçou contramedidas dos outros panteões, apoiando todo tipo de rebelião entre os povos bárbaros, concedendo-lhes proteção contra os Anjos.

Guerras internas

Com os Santos surgindo na Alta Idade Média, muitos deles passaram a influenciar ordens militares na Terra, e também na Cidade de Prata. Um dos mais importantes para os Caçadores Alados (mais precisamente, os Captares), foi São Cristóvão. Segundo a tradição bizantina, este santo era cinocéfalo (possuía cabeça de cachorro no lugar da cabeça humana), o que influenciou fortemente à criação dos Greifel ben Maziahnosei, um grupo muito seleto de Captares com a capacidade de adquirirem características canídeas e lupinas, entre outras de animais selvagens, como chifres.
Outro santo de importância para os Captares foi Santa Joana, antes Joana D’Arc, uma mártir francesa da Guerra dos Cem Anos. Com sua subida à Cidade de Prata e seleção para Captare, ela se tornou praticamente a principal representante da Casta na Cidade de Prata, além de manter ótimas relações com as Valkírias. Nesta guerra, os Captares e Elim enfrentaram grandes grupos de entidades celtas corrompidas (seduzidas pelos poderes de Shaemallast) e pelos Daemons da Grã-Bretanha.

Neste período, a Igreja Cristã enfrentou grandes problemas na manutenção de uma fé única. Além do afastamento das relações entre Ophanim, Elim e Captares (este afastamento não gerou conflitos, mas ressaltou suas crenças na questão do Filho e o foco das Castas quanto aos judeus e aos cristãos.
No Oriente Médio, grandes movimentações estratégicas de Gabriel gerou a religião islâmica sob a liderança de Maomé. Porém, tal revolução na região (em busca de um posto avançado de Demiurge em meio aos desertos tomados por uma variedade absurda de seres de Ark-a-nun e até Infernun) causou uma quebra radical nas relações de um grande grupo de Anjos (que passaram a chamar a si mesmos de Malaks) com as decisões do Conselho de Júpiter, forçando-os a abandonarem a Cidade de Prata e erguerem sua própria comunidade no Deserto de Dudael. Alguns Ophanim, Elim, Captares, Dominações e Arcanjos a favor do Islamismo se tornaram o grupo único dos Mujahids, os guerreiros fervorosos islâmicos.

Esta grande diferença da Cidade de Prata com os Jardins de Allah gerou interesses conflitantes sobre o terreno sagrado de Jerusalém na Terra, o que causou as diversas Cruzadas dos templários e soldados europeus contra os soldados islâmicos, além das grandes batalhas contra Djinns e outros demônios árabes. As Cruzadas também influenciaram o bolsão árcade de Languedoc, quando todos estes seres se aproveitaram para invadir o bolsão (garantindo ao Djinn Tamis o 17º lugar na Lista dos Adversários). Porém, os Chalkydri souberam defender com habilidade o bolsão todo o tempo.

Com o Grande Cisma do Oriente, a Igreja Ortodoxa passou a influenciar as regiões do Império Bizantino, Império de Rus (na região do Leste Europeu e oeste da Rússia) e Império Etíope (Etiópia e Eritreia). Os Captares chamados Nyahbinghi se dedicaram a proteger a Etiópia e a Igreja Copta contra as grandes ameaças africanas dos impérios vampíricos Asimanis, os deuses arkanitas de Orun e também as feras de Zarcattis. Os Nyahbinghi são admirados pelo heroísmo de muitas vezes invadirem os Campos de Caça e enfrentarem os servos e aliados de Zarcattis em seu próprio território.

Entre os eslavos, os Captares tiveram grandes alianças com os guerreiros Imortais Bogatyr, caçando monstros, Dragões e Fadas malignas das florestas e tundras siberianas. Baba Yaga foi adicionada à Lista dos Adversários como a 10ª Nêmese no lugar do Hellspawn Hemotokos (que espalhou a destruição no Leste Europeu e caçou diversos Caçadores Alados), quando ele foi finalmente vencido e destruído pelo Ophanim Tazered. Grandes batalhas foram empreendidas contra vampiros Eretiks aliados a Dragões Negros na região.

Ameaças externas

Os séculos seguintes representaram uma nova tentativa da Igreja Católica Romana em fortalecer sua influência, embora enfrente como desafio maior o racionalismo e o humanismo dos novos sábios e cientistas. A controversa Ordem do Dragão, liderada pelo fervoroso Vlad Teppes, foi logo desalinhada quando seu líder tornou-se um dos mais poderosos e proeminentes Strigoi, o que gerou uma nova oportunidade aos Captares: a caça aos Strigoi do Leste Europeu. Drácula também entrou para a Lista dos Adversários como o 12º, muito próximo do grau de periculosidade e recompensa dos Nêmeses.

Com os judeus espalhados pelo mundo, os Ophanim acabaram por assumir seu papel de juízes e punidores de quem transgride as leis judaicas. Os Elim, na falta de campanhas expansionistas a favor das crenças judaicas, acabaram por procurar novos campos de atuação de suas habilidades bélicas e conquistadoras. Desta forma, foram iniciadas as Guerras do Cárcere, quando uma aliança de antigos arkanitas levou à fuga do infernita Ningishzidda (preso antes no Cárcere) e sua invocação da bizarra Horda Sorridente, de demônios-hiena. Ningishzidda conseguiu criar um bolsão-fortaleza nas áreas profundas de Spiritum com o nome Ningish, gerenciando todo um sistema espiritual que atuou como Underworld de um outro bolsão chamado Trískelar. As muitas batalhas duraram décadas e representaram um grande dispêndio de energia da Cidade de Prata na criação de um pequeno bolsão chamado Kardiero, onde vários Elim se posicionaram juntamente com seus aliados Firbolgs, que decidiram apoiar as campanhas militares destes Elim. Por fim, as Guerras do Cárcere foram vencidas pelas hordas de Ningishzidda, obliterando todos os Elim e Firbolgs que estavam em Kardiero quando este bolsão foi engolido pelo infernita. Automaticamente, a Cidade de Prata retirou todos os Anjos desta região profunda de Spiritum, enquanto Ningishzidda tornou-se o Adversário do 15º lugar, embora tenha se mantido sempre nesta região profunda de Spiritum, sem buscar nada nos planos físicos.

O fortalecimento das vertentes Protestantes na religião terrestre permitiu uma nova forma de abordagem a outros povos que tiveram dificuldades em assimilar os conceitos rígidos da Igreja Romana, mas começou a descaracterizar os dogmas da Cidade de Prata, refletindo num enfraquecimento do fluxo de energia de Fé ao Demiurge, por isso mesmo o Colonialismo nas Américas.

A expansão da Inquisição e dos jesuítas no Novo Mundo trouxe junto os Captares para campanhas de caça aos poderosos deuses de planos inferiores das mitologias asteca e inca. Os muitos servos de Mictlantecuhtli (tornado 13º Adversário) foram vencidos pelos Captares, auxiliados pela estratégica aliança com as Valkírias, que trouxe as guerreiras nórdicas à América. Entre as vitórias dos Captares, estão Tecciztecatl e Huixtocihuatl, respectivamente o deus da Lua e a deusa das águas salgadas. O primeiro sendo filho de Tlaloc e Chalchiuhtlicue e a segunda irmã mais velha de Tlaloc, ambos quando mortos despertaram a fúria do deus das chuvas, que dedicou seu compartimento de espíritos das chuvas e tempestades (chamado Tlalocan) à caça e destruição dos Anjos Católicos na América Central. Estes espíritos das chuvas e tempestades tinham uma característica muito temida: podiam tomar a forma e a aura de qualquer criatura que tocassem, o que garantiu muitos ataques surpresa contra os Captares e as Valkírias. Os Imortais zapotecas Chaneque apoiaram as campanhas de defesa aos indígenas engendrada por Tlaloc, com grandes batalhas entre Chaneque e Captares. Muitos outros deuses ameríndios passaram a ocupar a Lista de Obstáculos.

Falou!

3 respostas para Caçadores Alados: História, Parte IV

  1. Doutor H said on 28 de agosto de 2010 Report user

    Eu me lembro de Ningish…. essa um lugar tão legal…. snif…. hueheueheuehue!

    Excelente material, Henrique!! Tô ansioso pra ler o próximo!

  2. Doutor H said on 29 de agosto de 2010 Report user

    Para Henrique, Lord Maihelkash, Mikh, Alex Tadeu, Fire Dragon e aqueles que colaboraram no Projeto Caçadores Alados: eu tô fazendo o layout do futuro netbook, e (modéstia à parte) está ficando muito bom, visto que eu não sou nenhum designer e etc… =P

    Enfim, eu gostaria de pedir para esses colaboradores que me mandem os KITs das seitas angelicais que criaram, à saber:

    Al´aainur
    Nyahbinghi
    Chalkydri
    Caçadores Exorcistas

    O Henrique já fez a dos Algozes de Lilith.

    Caso não tenhamos essas outras, o net vai ficar sem KITs. =/
    Só lembrando que anjos novatos possuem um número BEM LIMITADO de pontos de perícias, então devem pensar antes se querem que suas seitas sejam acessíveis para personagens novatos ou apenas experientes.

  3. Doutor H said on 29 de agosto de 2010 Report user

    Aliás, pessoal, n vamos colocar KITS! O padrão para seitas angelicais, como está no JYHAD, é:

    símbolo: (descrição do símbolo angelical da seita)
    organização: (aki coloca os graus da ordem)
    aprimoramento: (aki coloca o custo em aprimoramento da seita, um bonus de pericia referente às funções da seita e um poder extra, que deve estar dentro do custo aproximado do poder extra).
    inimigos: (aki ficam as seitas inimigas e/ou demonios, deuses, raças inimigas, etc.)

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